domingo, 5 de julho de 2009

Angustiantemente uma zé ninguém


A angustia me acompanha nos momentos em que não tem ninguém perto, nos momentos em que os olhos alheios, querosos por assistirem falhas de conduta não me observam.

O tic tac do relógio, antes calado pelo barulho abafado das risadas na sala, do som da tv, das teclas do computador, agora soa com força por toda casa, eu não sei o que acontece, o que faz com que vibre tão fortemente, como se em cada estalar de segundo metade de uma pilha fosse gasta, percorre o cérebro, bate na porta dos neurónios e faz a bagunça que acha necessária pra me enlouquecer.

Se me observassem naquele momento, raros achariam que estivesse em minha condição normal, o som da cidade vibra tão forte em meu peito, porque o silencio me traz assim, de tão perto, a realidade?

Eu não me importo de sentir a realidade, afinal de contas é o que eu realmente busco nas terras desconhecidas, nas palavras escorridas de outras pessoas, no olhar ressecado de pessoas na rua... Meu problema é com a realidade própria, a minha realidade, a minha falta de compromisso comigo mesma, isso me mata... me queima.

Saber que na verdade você não é nada, não representa coisa alguma, é só mais uma mera partícula de matéria, esquecida... em uma cidade que mal aceita seu jeito.

Sua impotência perante o mundo, sua necessidade de falar com palavras macias o mundo belo que imagina, mas na verdade ver que não mexe um dedo pra mudar a situação.

Eu sempre disse de tantas mudanças externas, que fui deixando o interno como segundo plano, aonde está meu bom senso?

As vozes estão a alguns kilometros daqui, eu sei, os cachorros não latem na minha porta, eu sei, não há nenhum som ligado, metade de tudo isso... nem existe.

Estou doida? Ou estou me fazendo de uma?

Não sei se sou eu mesma que penso, ou me faço pensar, me respondo, e tento me convencer ao mesmo tempo que faço o oposto.

Crises de angustias são normais, mas essa falta de ar, esse batimento cardíaco acelerado... Isso de fato não é por um motivo atoa.

Eu não me cobro, eu não faço nem 1% do que espero de mim mesma, porque não crio vergonha na cara, e ao invés de fazer um relatório de um piti qualquer de menina tola, não vou continuar meus estudos biológicos?

Botânica tem mais utilidade em um vestibular do chão frio e mãos quentes...


sábado, 27 de junho de 2009

Se estivesse falando de amor, vá...


...Que sejam então determinados pela sua necessidade de esconder o que precisa dizer.
caminhe com os passos que quiser, sejam eles largos demais onde eu não possa acompanhar, ou lentos demais onde eu não possa te esperar...
A proposta foi feita a tempos, como prova de paciência e parceria pedimos que a caminhada fosse ritmada, que os passos fossem em sequência...
E nem precisou de palavras pra dizer...
Foi aquela velha história do nosso entendimento instantâneo, aquela velha sintonia compartilhada.
Desfilava eu com orgulho, aquele traje de confiança intima e eterna, eu acreditei.
Eu acreditei que fosse sincero.
Que fosse reciproco...
Se estivesse falando de amor, vá, é comum acreditar e não ser o que esperávamos, eu entenderia a minha ilusória esperança.. Mas não, estou falando de amizade, aquela amável amizade.
Amizade vai além de qualquer paixão, de qualquer colega..
Se você tem um amigo, um apenas, que tem certeza que pode confiar, que tem certeza que é verdadeiro, você já carrega o mundo em suas mãos...
E quando surge então a bela amizade, aquela sincera, você já percebe que a parceria envolve todos os termos, não há graça com sentimentos, não há.
Amigo não faz essas coisas, amigo respeita, amigo ajuda.
Se você precisa de ajuda lá está ele, talvez não vai valer muito a sua presença ali, ou talvez, nem há como ajudar... Mas lá está, o amigo.
Você não torce pra que a pessoa vá para o fundo, pelo contrário, quer que ela vá cada vez mais pro topo.
Você tem orgulho de ter ela como amiga, de mostrar pra todos- " ta vendo aquele ali? é meu melhor amigo."
Com amigo, você pode dizer, e ser o que é, ele não vai olhar suas roupas, e comentar se você ta gorda, feia, sebosa, ou qualquer coisa que te deixe pra baixo, e isso não significa que ele vá mentir, significa que ele não se importa com como você se veste, e sim com você!
Amigo, não cobra e evita coisas de você, ele te respeita como você é, sabe que tem fases, e mesmo brigando, voltam e reiniciam a amizade.
Amigo pode estar aonde quer que esteja, vai te olhar com olhos de ternura e te ajudar no que precisar.
Mas isso tudo perde o valor, se a pessoa começa a te olhar como objeto, amigo não é banco, não é encosto, não é saco de pancada. Amigo, é amigo.
Amigo é família também, mas só se for amigo.
Amiguinho, coleguinha, conhecido, comprade, parceiro, mano, truta... Isso não é amigo, amigo é AMIGO, apenas isso.

Agradeça de você tiver um amigo, porque tem dias que você acorda e percebe que nem sempre você dá valor nos verdadeiros que tem.

Muitas vezes você se decepciona com as pessoas, mas isso não quer dizer que você sempre vá se decepcionar, por mais que eu viva dizendo que as pessoas nunca mudam e são todas iguais... Nunca deixem de apostar nas pessoas, por mais que o ser humano esteja perdendo sua integridade e lealdade para/com os outros... Ainda podem existir pessoas nesse mundo que apostam na transformação desse novo perfil, e sei que, nós, não podemos desistir.

Se jogue sem medo nas amizades, mas abra o olho, nem sempre elas são amizades....

terça-feira, 23 de junho de 2009

Desgaste não é aprendizado


E ainda agora eu me pego rindo, daquelas idiotices.
Falso iconoclasta.
Até hoje, me dá motivo para chacota, tornou-se aquela fonte eterna de inspiração crítica.
Se conhecesse o mundo da forma que diz, não caminharia com essa estampa na cara, de quem finge saber, saber vai além de dizer meu caro.
Usar suas roupinhas não vai lhe fazer melhor nem pior que ninguém.
Mal se conhece, o que dizer então do seu conhecimento de mundo? Gastar pneu por ai, pode até lhe dar o ar que tu tenta passar, mas não basta só gastar o pneu...
Tem que se ir além das estradas, acha que a realidade só se encontra na beira do asfalto? Meu caro, se acha isso, lhe sinto informar que não é bem assim que as cosias funcionam.
E ainda lhe trago com um pouco de desprezo da minha parte, a infeliz noticia de que carregar uma lata de liquido com qualquer teor alcoólico na mão, e um qualquer outro meio chamativo na outra, lhe tapa os olhos até mesmo para a realidade a beira da estrada.
Pé no chão nem sempre é sinônimo de tempo, e experiência vivida, tem quem viva mas que muitos dos teus, sem nem ao menos sair de casa.
Tem quem diga mais verdade que o melhor dos teus, e nem é necessário tanto esforço para ser assim tão bom.
Vê se aprende rapaz, a vida não é feita de drogas, mulheres e rock'n'roll em série... E olha que quem te diz, é a bela donzela que um dia disse te amar pelo ultimo fator, aquela donzela que carregava antes de ti a verdadeira essência.
E mesmo ela, não negando carregar em partes a mesma hipocrisia pela a qual você sempre se situou, ainda assim consegue dizer um pouco de realidade, prepotente sim, porem sem aquela prepotência fantasiada pela máscara da moto.
Passa cada vez mais tempo, e você ainda ostentando o bailar com o basalto, como se tal ato não fosse também imitação daquilo que um dia você apontou na minha cara, no minímo o meu havia sentido concreto e representava uma ausência que me fuzilava o peito, o teu vem de filmes, que merecem sim o respeito e admiração de olhos admirados pelo horizonte, como os nossos, mas que em sua forma mais ampla não são tão necessitados assim de imitação, principalmente se for em forma tão superficial quanto a que age, perde então o colorimento nacional que me cobrava.
Me cobrava sem nem ao menos ter, porque se tratando de terra nossa, você mal vê o brilho no horizonte escarpiado, sonha mais com o deserto norte americano, onde o bater do vento de trará algo impossível de ser apalpado por mãos sem olhos.
E ainda hoje, se porta como um idiota, idiota de caminhar imitado, jura ter algo além de capa, e pode até ter, mas não há nada de importante no interior, é capa sem conteúdo útil, capa sem super herói admirável.
Usando então de um silogismo pessoal:
Uma pessoa não é as coisas que compra,
Você só tem as cosias que compra,
logo, você não é ninguém.

domingo, 24 de maio de 2009

Em letras miúdas.



às letras miúdas explicativas.
Digo a todos, não ame alguém que nunca vai te amar.
Isso não muda.
Não te ache tão forte, a ponto de conseguir mudar as pessoas, você, assim como eu, é apenas um pequeno grão de nada, uma pequena parcela de distração para a pessoa. :]
sinceridade doí, eu sei
Acho que até o amor, é fruto de controle de mentes.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mentiras sinceras me interessam







Acontece que eu me larguei neste meu Pub interior de sentimentos, fico bêbada comigo mesma, farta de viver o pré-determinado, farta de querer as coisas caminhando adequadamente...

O problema é que eu não quero, eles me fazem querer. Eles quem?
Quero amar o desconhecido, quero viver de improviso.
Ponham um ponto final nesta minha rotina esmagadora de almas, não quero mais acordar em horas programadas, ou almoçar em momentos adequados... Quero apenas que os deixem acontecer.
Que eu ame, que eu viva, que eu queira... Na hora certa, sem pressa.
E que se for me afogar no pub novamente, que seja na garrafa da alegria, e nos copos dos risos de companheiros da festa da vida.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Disco de Vinil


Agora meu quarto tem um algo.
Um algo que me faz passar mais tempo lá, que me faz sentir mais aqueles tempos que tanto admiro.
Agora eu posso passar tardes ouvindo discos antigos, Rita Lee, Milton nascimento, Talking Heads, Chicago, Peter Frampton, Supertramp, Bob Marley, na minha discoteca você acha de tudo um pouco..
Claro que a maioria não foi montada por mim, exeto a trilha de 'la bamba' e o 'Rock in rio' que o Barão vermelho participou, nenhum daqueles discos saíram do meu bolso.
São na verdade comprados desde muito tempo, pelos meus pais... Discos que chamaram atenção, de bandas que gostava, presentes de aniversário, dia dos namorados, aniversário de namoro, mimos... agrados. A maioria ali tem tanto sentimento quando valor histórico pra mim. Nada melhor que colocar aquele disco do Nenhum de nós, e ouvir a musica que embalou o romance dos meus pais, Astronauta de Mármore.
Bom, ao meu lado o indispensável café, e um bom livro. Aquele cheiro de disco com poeira e livro guardado são indiscutivelmente apaixonantes, tenha alergia a poeira ou não...
É claro que o meu toca discos não está nas melhores condições de uso, não é novíssimo, não é nem semi-novo... é velho mesmo! Mas funciona, e o principal, É MEU!
É preto, ocupou metade da minha mesa de estudos, grande e um pouco desengonçado, é um aparelho da Philips, que vinha 3 em 1 - toca discos/Rádio/toca fitas, você comprava depois, separadamente o toca Cd's. Aqui temos todos juntos, um encima do outro... a tampa do toca discos é cinza/transparente, com a agulha da ponta vermelha...
Deu um ar todo retrô ao meu quarto, e provavelmente, quando colocar aquele antigo telefone vermelho, que ganharei de minha avó, encima da comoda, ficará ainda mais belo. Ele próprio cheira à poeira.
Os discos estão guardados no meu guarda roupa, em uma parte separa justamente para eles... Cheira a papel velho, é uma delícia. Alguns estão muito arranhados, ou empenados por terem sido guardados da maneira errada por muito tempo, outros muito mais conservados que a maioria dos meus Cd's... Mas o som não sai perfeito, a agulha é muito antiga, muito desgastada (talvez eu vá atrás de uma nova).. Mas não posso negar que o próprio fato de o som ficar 'trash' com a agulha velha não deixa mais emocionante... Um pouco de barulho desnecessário saindo das caixas, vozes com ecos, chiados, oscilações... Não atrapalham o meu sentimento de satisfação.
-(re)Nasce das cinzas, uma nova empolgação em mim.
Passar as tardes cinzentas e chuvosas ao lado de um bom e velho disco, café, livros, e cheiro de poeira passou a ser minha melhor atividade tranquilizante.
Entretenimento que faz com que meus nervos se acalmem e me faz esquecer por algumas horas, todo o desespero existencial que me encontro a tantos meses.
Chega então uma nova era, sendo agregada aos antigos hábitos (já com tendências ao antigo)...
Anuncio então a adição da era 'disco de vinil' aos meus antigos: 'Cinema clássico, rock'n'roll das antigas, mpb e bossa nova, fotografia e desenho, escrita e reflexão, Análises sociais superficiais, livros, e agora, Disco de vinil'...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Carta resposta ao Galã em pedaços.

Continue desfilando por ai com essa pose de galã em pedaços, realmente não me importo com você. Pra ser sincera, solto risadas de deboche quando você tenta me mostrar um “eu” que você não é. Se você fosse menos bobo, menos inocente, teria percebido que um dia eu te amei porque você era o ‘fim do poço’, tentar bancar o gente boa, o certinho, não vai mudar nada queridinho... Inclusive, mesmo se continuasse a tua imagem falida de um ‘Zé ninguém’ eu continuaria a me sentir indiferente quanto a teus esforços medíocres de me ver com o sentimento na palma da tua mão.
As coisas mudaram não? Realmente acha que eu caio neste papinho fulo de quem diz mudar? Olhando bem pros meus atos, para as minhas ações, e ideais ( que com certeza são menos superficiais e que não servem apenas de aparência como as suas) você acha que eu creio em mudanças?
Fale mal! Chame a mim de vagabunda, ainda acha que vai me atingir? Invente, conte a verdade. Faça o que quiser! Conhecendo como você me conhece, acha que eu vou me importar com o que o mundo pensa? Provavelmente você vai achar que eu me importo, mas está é só mais uma prova de que você não me conhece, não faz ideia de quem seja a pessoa que esteve (ou pelo menos tentou estar) ao teu lado neste ultimo ano.
Mas por favor, continue passando este papel de ridículo... Adoro pensar a tua estupidez em meus momentos de tédio, naqueles em que nenhum dos meus novos amores e paixões estão pra me entreter. Enquanto tu dizes que chora, eu sorrio aos beijos com um alguém bem mais atraente e interessante que você.
Olha só que incrível? Pra alguém como eu, que sempre esperou não conseguir nada melhor que você. Só agora que olho você com os olhos de um alguém qualquer, que vejo o quanto é infantil e fútil é todo o seu ser.
Lute por teus sonhos, seja feliz... Siga tua vida, viva novas coisas, seja o que quiser, só não mude tendo a mim como alvo, isto não vai adiantar.
Sinceramente, não a nada mais libertário que o ‘foda-se’, talvez se eu tivesse a coragem de dizer com esse tom debochado que penso de você, você sentiria o que é o ‘não ter a importância desejada’.
“Tuas idéias não correspondem aos fatos”.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Anotações de (em) estudos matemáticos:




Durante meus estudos, super bem concentrados, de matemática...
"...Eu simplesmente ignorei os fatos ele não foi apenas mais um em minha vida, ele foi aquele que me fez esperar um algo melhor do próximo.
Não o amo, não o quero. Mas quero que ele queira um outro alguém, quero que ele ame um outro alguém.
O dia em que aprendemos a por um ponto final é também o dia em que aprendemos a recomeçar.

Se as paixões não são escolhidas por você, por quem são?
Se o amor não está presente em você, em quem está?
A velha idéia do ciclo da vida está tão presente na vida de quem a questiona como na de quem a aceita do jeito que ela é imposta (mas será assim que ela é? será assim que ela deve ser?).
Não passamos de bonecos em busca de "felicidade", mas que diabos é felicidade? Ter muito dinheiro? Ter a família perfeita? A carreira perfeita? Seguindo assim o padrão, seguindo assim o esperado... e quem disse que minha crítica (questionamento melhor dizendo) não faz parte de todo este esperado?
Vivemos em um mundo onde até seu pensar é pré determinado.
'Nascemos, crescemos, estudamos, seguimos carreira, apaixonamos, casamos, reproduzimos, colhemos o frutos, morremos' - Não necessáriamente nesta ordem.
Por isso até hoje dou graças por um dia ter achado uns alguém que colocam o 'nascer' antes do 'morrer'."
Não sendo apenas um questionamento recente, prefiro ainda deixar bem claro minha satisfação em ser uma dos indivíduos que lutam - algumas vezes sem grandes vitórias- para aproveitar a vida não só em seus aspectos naturais e delicadamente detalhados, mas também como um todo, tentando não só viver o 'eu' e sim o 'nós'. Resumindo: Tento, sim, notar os detalhes e o calor humano, largando de lado toda a frieza dos tempos modernos.
Alguém quer um abraço?

quinta-feira, 19 de março de 2009

Viver, apenas.


Escrevi, quando ainda tinha esperanças.

Por sorte ( ou por azar) continuo tendo.

"Hoje o dia será lindo, vou acordar de manhã me olhar no espelho e não me importar com o tanto que estou desarrumada, ou feia. Vou tomar café tranquilamente, porque não estarei atrasada. Vou abraçar minha mãe e dizer o tanto que amo ela. Vou caminhar e observar o tanto que o clima está agradável, Nublado e frio. as flores terão gotinhas de água nas suas pétalas, e as pessoas serão educadas, vou dar bom dia pra todos que passarem, e comprarei chocolates.
Ligarei para meu pai, meus avôs, tios e primos, pra perguntar se está tudo bem. Convidarei meus amigos pra virem em casa comer pipoca e assistir filme. Estudarei Filosofia e História, e ainda vou ter tempo pra ouvir todas minhas musicas preferidas. E ao anoitecer planejarei viagens novas e divertidas, que vamos parar a cada placa pra tirar uma foto, fazendo um percurso histórico, conhecendo novos lugares e fazendo novos amigos. Jogaremos baralho, e andaremos de madrugada na rua. Compraremos qualquer porcaria pra comer, e não vamos preocupar com o tanto de gordura saturada, ou com a procedência de tal alimento. Vamos contar piadinhas sem graças que todos riem, e derrubar alguém na lama. Vamos ver algum filme “inédito” na televisão, e derrubar refrigerante no teclado do computador. Aquelas fotos ridículas nossas onde os olhos saem esbugalhados, e os dentes tortos, não serão excluídas, porque na verdade elas são lindas. Se alguém bater a testa na parede, vamos rir por 30 minutos. Vamos ligar pro vizinho e desligar na hora que ele atender, vamos fazer desenhos de canetinha na pele e comer miojo de tomate. Jogar “Imagem&Ação” e “verdade ou conseqüência”. E amanhã irei sorrir pra você e dizer, o que quer fazer hoje?"

domingo, 8 de março de 2009

Pedaços de amor guardados em um relógio.


Despedidas são como fatias de coração arrancadas sem dó do peito, são como pedaços de amor guardados em um relógio que não para de andar. Um dia você para e começa a ver o passado com cores vibrantes e coloridas, a lembrar até dos mínimos detalhes, e percebe que sua vida não é a mesma de dois anos, de dois meses, de dois dias, de dois minutos atrás... Estamos sempre em constante mudança, em constante despedida de nós mesmo, talvez seja por isso que muita gente passa a ser seca com o passar do tempo, elas se despedem de si mesmas e esquecem de manter as lembranças e sentimentos sempre vivos dentro de si.
Pessoas que se vão são como rosas guardadas em uma gaveta antiga, a diferença entre a pessoa que você sempre se lembrará e a pessoa que você mal terá lembranças, esta no cheiro da rosa que continua no ar.
A verdadeira amizade é uma flor tão bela que não só o cheiro permanece no ar, mas também a sensação de mato entre os dedos após a colher em meio às flores do campo, ainda consegue se ouvir o barulho da abelha que a sobrevoa e sentir a brisa batendo em seus cabelos.
A flor da Carol, será aquela mais real que a de uma amizade verdadeira.

domingo, 1 de março de 2009

Sem Motivos outra vez.


Sem motivos outra vez.

E como tudo que sinto, a paixão é passageira, a vontade é temporária.

Mais de três meses de puro "nada" dentro de mim...

Me joguei em meu próprio lago interior, aonde o único ar pra se respirar está dissolvido em toda aquela gosma de sentimentos. Me afundo aos poucos no meio do nada, esperando que um dia um alguém me dê a mão para subir novamente.

Coitado de quem ousar se jogar na meleca de sentimentos de meu lago, vai se sujar em meio a coisas que nem seu próprio criador conhece.

Ainda acho que na época em que eu tinha a doce ilusão que estar com alguém era estar apenas por gostar do beijo, era a maneira mais segura de me preservar, ninguém mergulha em meio as gosmas, eu que nadava alguns kilometros para o alto, e estendia a mão para que a ponta dos meus dedos pudessem encontrar com a ponta dos dedos das pessoas. A partir do momento, que me deixei mergulhar e passei a mergulhar as coisas passaram a ser diferentes, era como se minha gosma vermelha ( cor de gelatina de amora) se misturasse com as diversas gelecas que eu encontrava por ai, e aquelas que eu realmente soltava as três palavras bonitas eram as gelecas em que a mistura dava uma cor perfeitamente linda... As gelecas que ficaram rosas por misturarem com gelecas brancas, as gelecas que ficaram roxas ao se encontrarem com a outra geleca mais densa, ( aquela que eu chamava de tom quase negro).

Infelizmente, ( ou felizmente), quando as melecas percebiam que a consistência não estava legal e resolviam se distanciar e voltarem cada uma pra seus poços sentimentais, cada geleca levava com si um pouco da geleca do outro, e foi dai que fomos pegando cor ( as gelecas), porque no inicio que éramos transparentes (ou um lilás claro, é a cor da geleca familiar), e fomos mudando de cor conforme as pessoas que deixávamos mergulhar, e conforme as que mergulhavamos, não digo apenas de namoricos, falo especialmente de amigos, quem melhor do que um amigo pra se jogar de peito aberto, e dar aquele "tibum" sem medo de manchar sua geleca?

Bom, mas é isso ai, quando mais se fechar, mais sua geleca fica clara, é um lago com kilometros de profundidade, a geleca mais superficial perde cor com mais facilidade, tem dias que de tão isolado seu lago chega a ficar incolor na superfície, acho que nunca conheci o caso de ninguém com geleca profunda transparente...

No fundo acho que é só um grito de socorro... já tenho 7 centímetros de geleca transparente... ( é um absurdo).

Me isolei até de mim.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Curar a alma pelos sentidos.


"Péricles diz:
acho q ficamos mais receptivos as coisas ao redor, aguçamos os sentidos....
"curar a alma pelos sentidos e os sentidos por meio da alma".
Pelo fato de nunca termos visto antes.."



é assim que as coisas devem ser?



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Idiota.



Existem vários tipos de idiota, e o pior deles é aquele que consegue ser gentil e tem medo de magoar os outros, os únicos não idiotas são aquelas pessoas espertas que tão "pouco se lixando" pro que você vai sentir, ou sofrer de consequências.

No fundo todos, (exeto os espertos que não se preocupam com os outros), temos um pouco de idiota... pra ser mais exata, idiota é aquele que se preocupa com o bem estar, com a natureza, com os sentimentos e com tudo mais que tem um valor que vai além do dinheiro e do poder.

Eu sou a amostra perfeita de uma completa idiota, que seeeeempre, sempreee que resolve, ser gentil e não se magoar se fode bem legal (y). E repete o mesmo erro, várias e várias vezes, e o porque??? Porque simplesmente os idiotas pensam " Será que eu gostaria que fosse assim comigo?" e ai que pimba, eles começam a se fuder desde ai.

Por que os espertos, ( Ah! Os espertos), eles não pensam, apenas jogam na cara o tanto que você é trouxa, e não merece nem o ar que respira.

Você tenta fazer a coisa certa, fica em casa 4 semanas.

Você faz a coisa errada, não vê nem a luz do dia.

Você não faz nada, vira o pior monstro sem sentimentos possível.

HAHAHA

Muito bem, um brinde a todos os idiotas como eu.

Que nossa vida continue sendo uma bosta, com todos que amamos nos odiando sempre.

Êba! Parece que achei um sentimento meu, melhor eu me desempenhar em ser uma espertinha, e começar a matar ele rápido não é?? Ficar se sentindo mal por que sua família te odeia??? QUE ISSO!? COISA DE IDIOTA!

Talvez se eu virasse uma bebada drogada, eu seria um orgulho pra família.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Never gonna be the same.




"Ao olhar para minha vida eu consigo ver/ Que nada voltará a ser o mesmo/Dei mais um passo rumo ao meu destino/Mas as lembranças permanecem..."

...


Dizer um não a algo, pode ser dizer um sim, a outro.

Fazer escolhas corretas, nem sempre é fazer escolhas felizes.

Viva por impulso.



sábado, 17 de janeiro de 2009

Não pertencer nem a mim..


"Não pertencer nem a mim.."

As cores da tela da vida me atraem de tal forma, a fazer minha alma voar pra fora de mim, e ir em busca de algo não conhecido. Não quero mais pertencer a essa massa de gente com destino pré-determinado, que sonham desde pequenos com os objetivos mundanos e materialistas.

Não estou jogando pro alto todo o conforto material que me envolvo. Apenas acho que existe muito além desta parede ( aquela que nos faz ver a vida como uma eterna luta atraz de sucesso). Tão bela a vida, e ao mesmo tempo tão intocada.
Quero sentir o cheiro das flores.

Caixa de lembranças